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Equação de 2º grau

Introduza os coeficientes a, b, c. Devolvemos as raízes (reais ou complexas), discriminante e vértice.

Coeficiente de x²
Coeficiente de x
Termo independente
Duas raízes reais
x₁ = 3, x₂ = 2
Discriminante (Δ = b² − 4ac)1
Vértice x2,5
Vértice y (mínimo/máximo)-0,25
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Como resolver equações do 2º grau com a fórmula resolvente

O que é uma equação do 2º grau

Uma equação do 2º grau (ou quadrática) é qualquer equação que se possa escrever na forma ax² + bx + c = 0, com a ≠ 0. É uma das ferramentas mais reutilizadas em matemática aplicada: aparece em cinemática (movimento uniformemente acelerado), em finanças (cálculo de taxa interna quando há dois períodos) e em geometria sempre que uma área depende de uma incógnita ao quadrado.

Chama-se “do 2º grau” porque o grau de uma equação polinomial é o maior expoente da incógnita. Aqui é 2, o que garante no máximo duas soluções reais — ou uma dupla, ou nenhuma real (mas duas complexas conjugadas). Essa possibilidade de “duas respostas” é o que distingue conceitualmente as quadráticas das lineares e o que torna essencial interpretar o problema para escolher a raiz válida.

A resolução manual pode ser feita por três vias: fórmula resolvente (a via universal), factorização (quando as raízes são inteiras óbvias) ou completar o quadrado (útil para provas). A resolvente é a que nunca falha.

Fórmula

A fórmula resolvente, também dita fórmula de Bhaskara em contexto lusófono, é:

x = (−b ± √(b² − 4ac)) / (2a)

O termo Δ = b² − 4ac chama-se discriminante. É ele que decide a natureza das soluções:

  • Se Δ > 0: duas raízes reais distintas.
  • Se Δ = 0: uma raiz real dupla (x = −b / 2a).
  • Se Δ < 0: duas raízes complexas conjugadas (sem solução no domínio real).

Para casos incompletos, há atalhos: se b = 0 (ax² + c = 0), resolve-se por x = ±√(−c/a); se c = 0 (ax² + bx = 0), factoriza-se para x(ax + b) = 0, dando x = 0 e x = −b/a.

Uma alternativa útil é a soma e produto das raízes: x₁ + x₂ = −b/a e x₁ × x₂ = c/a. Permite validar rapidamente se um par de números é solução.

Exemplo prático

Considera 2x² − 5x − 3 = 0. Identifica a = 2, b = −5, c = −3.

  • Discriminante: Δ = (−5)² − 4 × 2 × (−3) = 25 + 24 = 49.
  • √49 = 7.
  • Raízes: x = (5 ± 7) / 4, ou seja, x₁ = 3 e x₂ = −0,5.

Verifica pela soma/produto: 3 + (−0,5) = 2,5 = −(−5)/2. Confere.

Aplicação física: um objecto é lançado verticalmente com velocidade inicial de 20 m/s. A altura é h(t) = 20t − 4,9t². Quando toca no chão (h = 0)? Factorizando: t(20 − 4,9t) = 0, ou seja, t = 0 (lançamento) ou t ≈ 4,08 s (queda). A trigonometria resolve o caso em que o lançamento tem ângulo.

Contexto em Portugal

O programa escolar português introduz a fórmula resolvente no 9.º ano (Aprendizagens Essenciais da DGE), depois de trabalhar factorização e casos incompletos. No secundário (10.º–12.º), aparece em funções quadráticas, sistemas e inequações.

Fora do liceu, aparece nas provas de acesso ao ensino superior (Exame Nacional de Matemática A) e em testes de recrutamento técnico (engenharia, actuariado, finanças). No mundo do trabalho, a versão matricial (a raiz de um polinómio característico) é o fundamento da análise de estabilidade em sistemas dinâmicos.

Erros comuns

Esquecer o sinal do −b. Escrever x = (b ± √Δ)/2a em vez de x = (−b ± √Δ)/2a inverte as raízes quando b é positivo. Confirma sempre pela soma/produto.

Calcular mal o discriminante com a ou c negativos. 4ac conserva o sinal do produto: se a = 2 e c = −3, então 4ac = −24, e −4ac = +24. Um sinal trocado dá um discriminante errado e leva a soluções fantasma.

Ignorar Δ < 0. Em contextos reais (tempo, comprimento, dinheiro), um discriminante negativo significa inexistência de solução, não erro de conta. Aceita a resposta “impossível” quando o problema o exigir.

Aceitar raízes fisicamente absurdas. Um problema de altura pode dar t = −2 s como raiz matemática — descarta e fica só com a raiz positiva. A fórmula de Heron e problemas geométricos também exigem sempre resultados positivos.

Dividir por a cedo demais. Reduzir a equação a x² + (b/a)x + (c/a) = 0 só ajuda se a for inteiro pequeno; com fracções, a resolvente aplicada directamente é mais limpa.

Ver também

Perguntas frequentes

03 entradas
Qual a fórmula resolvente da equação de 2º grau?

x = (−b ± √(b²−4ac)) / (2a). Chama-se 'fórmula de Bhaskara' no Brasil. O termo dentro da raiz (b²−4ac) é o discriminante, ou Δ. Se Δ > 0 há duas raízes reais distintas; Δ = 0 há uma raiz dupla; Δ < 0 há raízes complexas conjugadas.

Como interpretar o discriminante geometricamente?

Uma equação ax²+bx+c = 0 corresponde à parábola y = ax²+bx+c. Δ > 0: a parábola cruza o eixo x em 2 pontos (2 raízes). Δ = 0: toca o eixo x em 1 ponto (raiz dupla, vértice no eixo). Δ < 0: não cruza o eixo x (raízes imaginárias, parábola totalmente acima ou abaixo).

Onde surgem equações de 2º grau no dia a dia?

Trajectória de projécteis (bola de futebol, foguete), área máxima com perímetro fixo (design de terrenos), cálculo de juros compostos com parcelas, física (movimento uniformemente acelerado), engenharia (dimensionamento de vigas). Muitos problemas de 'quanto tempo para...' reduzem-se a resolver uma quadrática.

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